quarta-feira, 27 de abril de 2011

Da fogueira à submissão: A mínima participação da mulher como molde da ciência moderna. Parte I



Durante muito tempo as mulheres estiveram ausentes no mundo da ciência, entretanto essa carência não diz respeito à falta de produtividade ou mesmo ignorância delas sobre as ciências naturais e sociais. Sua ausência constitui-se por uma série de fatores sociais, políticos e religiosos.

O texto de Boaventura de Sousa Santos é cronológico, traça uma linha que vai da modernidade à contemporaneidade, fala de ‘’Adam Smith e Ricardo a Lavoisier a Darwin, de Marx e Durkheim a Max Weber e Pareto, de Humboldt e Plank a Poincaré e Einstein (...)’’ Pensadores que de certa forma esculpiram a estátua modelo da racionalidade que hoje chamamos de ciência. Logo, a afirmação da não-participação da mulher nessa ciência recusa toda e qualquer refutação.

A ciência começou a ser lapidada no século XVI, o mesmo que desvalorizou as mulheres tendo a igreja como sua principal influência. Acusadas de terem provocado a ‘’queda’’ do pecado original e de tentarem os homens para cederem ao pecado, elas ficaram sobre a intendência dos pais e depois do marido, aprisionadas no seio familiar.  O nascer da mulher foi desígnio de submissão.

As solteiras, jovens viúvas, curandeiras, amantes de cônegos e aquelas que recusaram essa cadeia patriarcal foram atiçadas ao fogo no movimento caça as bruxas da Idade Moderna. Isso quer dizer que são quatro séculos de repressão. Aquelas que tiveram acesso ao conhecimento foram poucas e raras.

Em suma, vale refletir e perguntar se a produção do conhecimento vindo de mulheres foi tão pequena que não merece teses e estudos, ou se foi sufocada pelos padrões machistas-patriarcais que não tiveram oportunidade de publicar ou mesmo de questionar sobre o assunto com medo da fogueira.

domingo, 3 de abril de 2011

Bootstrapping...


“...algo teria de surgir a certa altura do nada...”

Bem, primeiro vamos com as apresentações:
Meu nome é Cristiane, tenho 19 anos, nasci em Araraquara, mas vivi a maior parte dos meus dias na cidade de Ribeirão Preto. Sou vegetariana, capricorniana, teimosa e amante de mais coisas que seria teoricamente possível caberem em mim. Sou completamente dependente de letras e música, são minhas maiores paixões. Adoro filmes, fotografia, livros, artes em geral e seres humanos - por mais que eles me assombrem cada dia mais. A verdade é que eu sou um  mistério para mim. O resto? É história e detalhes que apenas o empirismo poderá te proporcionar.


Meu nome é Jéssica, tenho 20 anos, dividirei esse espaço virtual com a Cristiane e pretendo não estender minha biografia que é bastante comum, portanto dispenso auto-apresentações. No escopo do blog escrito abaixo verão que teremos algumas postagens a respeito de determinados temas, que desencadeiam uma série de convicções. Acredito que talvez possam me conhecer de acordo com as opiniões, opções e reflexões citadas, ou seja, as próximas postagens dirão muito de mim.

O objetivo de nosso blog é a postagem e repercussão de textos em geral, relacionados com o texto "Um Discurso Sobre As Ciências na Transição Para Uma Ciência Pós-Moderna" de Boaventura de Sousa Santos, em cumprimento à disciplina de Comunicação e Expressão, lecionada por Luciana Salazar. Contudo, muito mais do que isso, nosso objetivo é a abordagem referente à crise do paradigma emergente, entre tantos outros assuntos que se desencadeiam a partir deste.


''Um simples bater de asas de uma borboleta pode gerar um tufão do outro lado do mundo'' - Edward Norton Lorenz
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