quarta-feira, 18 de maio de 2011

Eles têm armas de destruição e jazidas de petróleo – Enforquem as cabeças!




   Após a guerra contra o Afeganistão, os Estados Unidos começaram a intensificar uma série de críticas ao Iraque – dos maiores produtores de petróleo do Oriente Médio - ao afirmarem que esse país era uma ameaça à paz mundial, enfatizando a ameaça devido ao suposto estoque iraquiano de armas de destruição em massa, além da acusação de seu governo ter parte com grupos terroristas.

    A invasão iniciou-se em 2003 e a priori o intuito era de procurar as tais armas e dissolver os grupos terroristas (que nunca tiveram apoio do governo, visto que o Iraque tinha como governante um sunita, e a maior parte dos grupos terroristas são xiitas), após um ano de ocupação, as suposições norte-americanas não foram comprovadas.

   Será então que as armas de destruição em massa deram lugar ao controle militar americano e à ambição exacerbada de um governo a fim de favorecer empresas nacionais nos setores petrolíferos e de construção civil, ampliando sua influência no Oriente médio?



   Vendeu-se a utopia de uma guerra pela paz, ocorreu então uma lavagem cerebral nos cidadãos amedrontados com os terrorismos que protagonizaram anteriormente, e assim de forma direta apoiou o governo a gastar 450 milhões de dólares diários com a ocupação, enquanto boa parte de seus conterrâneos vive sem assistência médica, sem trabalho e sem acesso à educação.

   Cerca de 300 milhões pares de olhos foram vendados por pequenos grupos com um fortíssimo poder de persuasão e extrema vontade de controle econômico. Assim conseguiram vender que o sofrimento de outra nação é de interesse de um país que tem uma população superior a tantas outras. – Isso já ocorreu, ou apenas impressão passageira? 

   Uma nação inteira persuadida pelo sistema controlador de bancários, companhia de seguros, corporativas nacionais que não visa outra coisa, se não o lucro, com a mortedestruição de outrém e com a alienação do seu próprio país.


"Havia Saddam e as armas de destruição em massa, mas por trás de tudo estava um país sedento de petróleo, que não tem perspectiva de reduzir seu consumo."
Hans Blix - chefe da Comissão de Monitoramento, Verificação e Inspeção da ONU

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