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O que o ser humano perdeu ao limitar e restringir o conhecimento ao acesso de poucos, é algo que não há como quantificar.
Nós queremos desesperadamente nos encaixar, mas somos a única espécie capaz de odiar a um outro membro de mesma espécie, sendo que este não interfere em nossa sobrevivência.
Excluímos e julgamos pessoas por serem de etnias diferentes, de lugares diferentes, de gênero diferentes, de opções sexuais diferentes e até mesmo, características corporais, opiniões, religião, estilo, ideias e ideologias diferentes.
O que conseguimos com isso é muito mais do que perca intelectual, com isso restringimos nosso conhecimento acerca de determinados assuntos, nos limitamos a uma “história única” e nos julgamos melhores por sermos diferentes.
Alimentados por nossa busca de poder incessante, nos tornamos nossos próprios algozes, ou como diria Hobbes, “O homem é o lobo do homem.” Inconscientes e mergulhados em nossa avareza, esquecemos de quem mora do nosso lado, na cidade vizinha ou até mesmo em outro continente. Esquecemos de que, como disse Edward Lorenz “Um simples bater de asas de uma borboleta pode gerar um tufão do outro lado do mundo.” E assim, não medimos nossos atos nem suas consequências para o mundo e a população mundial. Há tanta comida, mas há tanta fome. Há tanta água, mas há tanta sede. Há muita esperança... Mas há, principalmente, egoísmo.
Carl Sagan disse em seu livro, Bilhões e bilhões:
"Nenhuma espécie tem garantido o seu lugar neste planeta. E estamos aqui há apenas 1 milhão de anos, nós, a primeira espécie que projetou os meios para a sua autodestruição. Somos raros e preciosos porque estamos vivos, porque podemos pensar dentro de nossas possibilidades. Temos o privilégio de influenciar e talvez controlar o nosso futuro. Acredito que temos a obrigação de lutar pela vida na Terra - não apenas por nós mesmos, mas por todos aqueles, humanos e de outras espécies, que vieram antes de nós e a quem devemos favores, e por todos aqueles que, se formos inteligentes, virão depois de nós. Não há nenhuma causa mais urgente, nenhuma tarefa mais apropriada do que proteger o futuro de nossa espécie. Quase todos os nossos problemas são provocados pelos humanos e podem ser resolvidos pelos humanos."
Porém, nos relutamos a lutar, relutamo-nos a pensar de modo diferente, nos fechamos em nosso pequeno mundo particular em que fingimos uma suposta felicidade. Fechamos nossos olhos para os problemas que se mostram claros ao nosso redor, e nos fechamos interiormente, com medo que isso nos afete e tire nossa paz.
Fingimos esquecer a responsabilidade que temos. A responsabilidade de nossos atos, de nosso voto, de nossa voz e opinião. E cegos, seguimos, ignorando um passado de luta, luta essa de muitas vozes oprimidas e silenciadas, de muitos braços castigados duramente, de muitas vidas que se entregaram em prol de um futuro que hoje, negligenciamos.
Ignoramos o compromisso que temos com o mundo, com a nação, com nossos filhos e netos e com cada ser vivo que herdará a terra que hoje controlamos.
Terra essa em que utilizamos e exploramos de todos os seus meios como se isso não tivesse consequências, como se isso não afetasse na minha vida, na sua vida, e na vida de todas as pessoas no mundo. Os efeitos e danos de nossos atos inconsequentes serão sentidos em um amanhã que é hoje, em um futuro que já desponta com os raios do sol de nosso amanhecer. O grito do mundo já começou, algumas pessoas apenas não querem ouvi-lo. Outras poucas, estão se esforçando, dia após dia, para cumprir com sua parte, mesmo que isoladamente pequena, ao todo faz diferença sim. E o que você tem feito?
Ou como tantos outros, você também está fingindo que não vê o mundo que se despedaça ao seu redor?
Ou como tantos outros, você afoga o vazio existencial em mais e mais compras, agindo de modo infantil e irresponsável, deixando-se controlar por uma série de informações que lhe são empurradas, em que os valores se perderam e o mais importante não é mais fundamentar sua moral e conhecimento, mas sim possuir cada vez mais e mais bens materiais.
Controle esse que você não apenas aceita, como permite que sites tenham acesso às suas informações, para saber o que realmente devem vender e oferecer para você, e então, você mesmo permite que isso se torne tão grande ao ponto de negar companhia e presença reais por conversas virtuais. O mundo era para ser assim?
Era para sermos seis bilhões de pessoas sozinhas? Seis bilhões deprimidas, suicidas, dependentes de remédios para se produzir uma falsa sensação de felicidade e conforto?
Nos tornamos marionetes porque é assim que queremos ser. Possuímos acesso às mais diversas informações, mas não é assim no mundo todo. Existem rígidas censuras, que apenas transformam as pessoas ainda mais em bonecos do sistema.
Assim, em uma sociedade manipulada e manipuladora, controlada e controladora, vítima e vilã de si mesma, resta-nos então, saber exercer nosso senso crítico, nosso dever de cidadãos, e agir da maneira que melhor julgarmos. Não permitir que passem-nos para trás, que calem nossa voz, que corrompam nossa moral e nos privem de nossos próprios direitos. Nós seres humanos racionais (ou nem tanto assim) temos o poder de mudar ao nosso redor como nenhuma outra criatura, temos o poder da vontade, temos a força. Basta saber olhar além, buscar mais, lutar pela coletividade e pela sobrevivência do mundo. Temos a chance de fazer tudo dar certo, se quisermos, pois somos as mais nefastas e as mais benévolas, as mais poderosas e as mais dependentes, as mais terríveis e as mais belas criaturas viventes, e como diria a Morte no romance “A Menina Que Roubava Livros”, “os seres humanos me assombram.”
"Quem, de três milênios, não é capaz de se dar conta, vive na escuridão, na sombra, à merce dos dias, do tempo." Johaan Goethe
http://www.huckleberryfineart.com/artist_slide_show.php?image_id=240363&artist_id=2527&category_id=56
Referências
www.portalliteral.com.br
www.veja.abril.com.br
www.taliaoggi.com
www.flanelapaulista.com.br
www.sissicafesociety.com.uk
www.quiprona.wordpess.com
www.baupirata.blogspot.com
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Vídeo “Dance, Monkeys, Dance!” Ernest Cline
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